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23 de ago. de 2011

Fui da Igreja de Cristo Internacional

FUI DA IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL!

Em 1990 eu estava na Igreja Evangélica “O Brasil para Cristo” – Pompéia, lá tinha algumas amizades. Uma de minhas amigas conheceu uma “Igreja”, que na verdade, como pude descobrir mais tarde, era uma seita enganadora. Essa “igreja” não tinha denominação, eles apenas se identificavam como “Igreja de Cristo em São Paulo” ou “Igreja do Reino” (não tem nada haver com a Igreja Universal do Reino de Deus). Nessa “igreja” faziam cultos duas vezes por semana, os quais chamavam de PALESTRAS. E uma vez por semana realizavam o chamado BATE-PAPO BÍBLICO, onde era lido e comentado textos da Bíblia, e onde as pessoas tinham a liberdade de fazerem comentários e darem as sua opiniões. Os cultos eram realizados em cinemas, teatros e salões de bufe que alugavam. Acreditavam que os evangélicos eram hipócritas e não salvos. Baseavam-se em Mateus 23:13-28 dando a essa passagem a aplicação para os membros das igrejas evangélicas. Convidavam as pessoas sempre com um sorriso demonstrando muita amizade, para conforme diziam, conhecerem o “movimento cristão”. Explicavam que esse “movimento” visava restaurar o cristianismo como o era no primeiro século.  Chamavam as pessoas para os cultos e Bate-Papos, e em seguida depois de todos os estudos, faziam o “cálculo de despesas”, ou seja, tinham uma conversa séria com os interessados para saber se eles queriam fazer parte do movimento. Se sim, tinham de serem batizadas, e se fossem evangélicos, deveriam ser rebatizados, pois para eles o batismo evangélico não valia nada. Afirmavam que um discípulo verdadeiro fazia discípulos, senão, não era cristão. E que a salvação dependia do batismo nas águas. Antes de a pessoa ser batizada, tinha de confessar os seus pecados com quem tivesse fazendo os “cálculos de despesas”. Na ceia era servido suco de uva normal, mas em vez de pão, davam uma bolacha sem sal, que era passada e cada um quebrava um pedacinho para participar. Qualquer indivíduo podia participar da ceia, ou seja, não haviam restrições. Depois de batizada a pessoa passaria a ter um discipulador do mesmo sexo. A esse discipulador a pessoa teria de dar satisfações de tudo da sua vida, e buscar conselhos e orientações em tudo o que fosse querer fazer. Além disso, deveria prestar contas todos os dias para o discipulador, de quanto tempo orou, se orou, se leu, quanto tempo leu, se fez anotações do que leu, se convidou pessoas para o movimento, quantas convidou,....etc. Se houvessem falhas a pessoa era severamente repreendida. A oração não podia ter menos de uma hora, e baseavam essas exigências em Lucas 10:17-20. Entretanto agora vejo que os discípulos não ficavam prestando contas para Jesus, e faziam tudo de livre e espontânea vontade, Jesus não ficava cobrando-os.  O “movimento” impunha um jugo pesado, tão contrário ao descanso que Cristo oferece.
O “movimento” não acreditava no batismo com Espírito Santo, diziam que a vinda do Espírito só aconteceu em Atos 2, para introduzir o reino de Deus entre os judeus, e em Atos 10:44-48 para introduzi-lo entre os gentios. Colocavam também que hoje a Bíblia está completa, e, portanto não precisavam de confirmações através de sinais, como línguas. Portanto ninguém lá falava em línguas, porque eles insistiam que as línguas faladas em Atos 2 eram compreendidas e não confusas como acontece entre os pentecostais. Por exemplo: Shirley é americana, Maria é espanhola e Fábio é brasileiro. Na descida do Espírito um vai falar a língua do outro. Entretanto isso é muito questionável porque em Atos 19: 1-7 diz que ele eram cristãos, da mesma cidade e com o mesmo idioma, e mesmo assim falaram em línguas estranhas. Em I Coríntios 14:2 diz que línguas estranhas é mistérios com Deus e por isso não é compreensível. Ensinavam para contestar o movimento pentecostal, que somente os doze discípulos e em quem eles impunham as mãos é que tinham os dons espirituais e que podiam fazer milagres, e, portanto os dons e milagres não mais se manifestavam.  Porém esse ensino não está de acordo com as Escrituras, que diz em João 14:12-14 que os que “crêem” em Jesus, farão as mesmas obras que ele fez, e ainda maiores, não diz “somente os doze discípulos”, mas os que crêem no geral.
O “movimento” não convidava os idosos porque diziam que eles tinham o coração muito duro para Deus, o foco principal era os jovens, era comum então vermos pessoas nos cultos até quarenta e poucos anos. Isso é muito errado porque Deus tem o poder de amolecer qualquer coração. Veja que prática absurda já que Deus usou pessoas como Moisés, Abraão e Nicodemos, que não eram jovens! Eram idosos e nem por isso Deus deixou de usá-los. Deus não faz acepção de pessoas!
O movimento apregoava uma igreja perfeita, sem nenhum problema ou atrito. Entretanto na Bíblia vemos a Igreja com seus problemas, como divisões, murmurações, e até imoralidade. Veja a Igreja em Corinto (I Co 1:10-17) e a Igreja de Éfeso que chegou a perder seu primeiro amor. Não existe igreja perfeita como o “movimento” apregoa! A Igreja perfeita só existirá lá no céu.
O movimento não presenciava manifestações do poder de Deus, até mesmo não oravam pelos enfermos. Tinha uma moça lá que a mãe dela tinha câncer e a preocupação deles era darem seus estudos distorcidos e batizá-la para salvação antes que morresse. Viam Jesus mais como um modelo de alguém revolucionário, e queriam seguir esse exemplo. Mas careciam de uma intimidade com Jesus.
Fiquei lá felizmente por apenas dois anos, e pela graça de Deus saí de lá.
Maiores detalhes de meu testemunho estarei dando na publicação – “Lobo em pele de Cordeiro”.

As 4 coisas que deixam a Palavra infrutifera

Sobre julgar-Parte 2...

Primeiro: Julgamento eclesiástico.  Este tipo pertence a liderança da Igreja.  É a responsabilidade
de vigiar e proteger os padrões morais dos membros da Igreja.
Segundo: Julgamento civil.  Isso pertence aos juizes nos tribunais, encarregados de julgar os
acusados de ofensas criminais de acordo com as leis da terra, absolvendo os inocentes e
condenando os culpados.
O julgamento pessoal legítimo é:
Quando alguém repreende uma outra pessoa por causa de pecado, que é exigido pelo Senhor.
"Não odiarás a teu irmão no teu coração, mas repreenderás a teu próximo" (Levítico 19:17).  "Se
teu irmão pecar contra ti, repreende-o, e, se ele se arrepender, perdoa-lhe." (Lucas 17:3)
O julgamento que é aqui proibido é julgamento ilícito do nosso próximo.  
Vamos ver alguns exemplos: Como não julgar
Primeiro -  Não julgue oficialmente, o que está fora do alcance do indivíduo:  Tudo que não for
da sua conta, deixe prá lá:  "Esforcem-se para ter uma vida tranqüila, cuidar dos seus próprios
negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos;..." (1Tess. 4:11).  
"Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se
intromete em negócios alheios." (1Pedro 4:15).  Ou seja: "não se meta em assuntos alheios."
Segundo - Não julgue presunçosamente, o que acontece quando trata meras suspeitas ou
rumores não confirmados como se fossem fatos autenticados, e quando atribuí ações a fontes
que estão fora do alcance do seu conhecimento.  Julgar motivos dos outros, que são vistos por
ninguém salvo a Deus é altamente repreensível, pois é uma intrusão na prerrogativa Divina, uma 2
  
invasão do próprio ofício de Deus. Romanos 14:4 diz   "Quem é você para julgar o servo alheio?
É para o seu senhor que ele está em pé ou cai."
Terceiro - Não julgue hipocritamente, condenando os outros por aquilo que você permite em sua
própria vida.   Romanos 2:1 diz "Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer
que sejas, pois te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro, porque tu que julgas, fazes
o mesmo."
Quarto - Não julgue  precipitadamente ou  imprudentemente.  Antes de pensar o pior de
qualquer pessoa deve investigar completamente e obter provas claras que suas suspeitas tem
fundamento na realidade ou que o relatório que recebeu é de confiança.  A Bíblia diz que não
devemos "julgar pelas aparências" (João 7:24) pois as aparências são enganosas.  Sempre vá ao
transgressor e dê-o uma chance de se explicar: Provérbios 18:13 diz "Responder antes de ouvir é
estultícia e vergonha."
Quinto - Não julgue indevidamente - ou seja além dos confins que Deus estabeleceu na sua
Palavra.  Na Palavra de Deus certas coisas são recomendadas e certas coisas são condenadas,
mas há uma outra classe de coisas sobre as quais as Escrituras não proferem nenhum veredicto.
São assuntos "amorais" ou de "convicção particular".  O Apóstolo Paulo repreendeu os Cristãos
Romanos sobre julgando assuntos de "comida e bebida" e a Igreja em Colossos por eles se
submeter a doutrina dos homens (Col. 2:20-23)  O Espírito Santo esclarece que em tais casos,
julgar um irmão é "falar mal da lei" (Tiago 4:11), que significa que aquele que condena um irmão
por qualquer coisa que Deus não tem condenado, considera a Lei faltosa porque não proibiu tais
coisas.
Depois que Jesus  ordenou que não julgássemos uns aos outros ele incluiu a razão de não fazer
isso, para nos conscientizar das conseqüências de  formar e expressar julgamentos ilícitos. 
Exatamente o que Jesus
teve em mente ao dizer "Não julguem, para que não sejam julgados"?  
Se você julgue a seu próximo em qualquer uma das maneiras que acabamos de explicar, e você
terá sua vez perante o trono de Deus.  Você não preferia comparecer perante o trono da graça? 
Se você fosse a prostituta pega em flagrante que os fariseus levaram para Cristo quem você 3
  
preferia que fosse seu juiz. . . Jesus que disse "eu não te condeno, vai e não peque mais" ou os
fariseus que disseram que a lei manda apedrejar tal ofensor?
Cristo não estava afirmando que se você  nunca julga ninguém, Deus será indulgente no
julgamento a você...  Não, independente da maneira que julga aos outros, o juízo de Deus será
"segundo a verdade" e sem "acepção de pessoas" [Romanos 2:2,11]  Porém de fato afirmou que
deve tomar cuidado de não julgar aos seus irmãos erradamente, pois todos seus juízos serão
analisados na luz penetrante do trono de Deus, e pelos seus juízos você mesmo será julgado.
Não será o único fator  mas vai pesar como um dos fatores.
Então que tomemos cuidado conscientes que iremos prestar conta a Deus e que seu tratamento
de nós será regulado pela maneira que tratamos nosso próximo.
Mateus 7:3,4 " Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá
conta da viga que está em seu próprio olho?  Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-
me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? "
Basicamente o que Jesus está falando aqui é o seguinte:  Ninguém é qualificado ou capaz de
censurar aos outros quando ele mesmo é um ofensor maior.  Isto era o caso dos fariseus.
Tem pelo menos duas coisas que podemos aprender deste exemplo que Cristo deu.  
A primeira é que o pecado exerce uma influência ofuscante.  Geralmente as pessoas não
enxergam os seus próprios erros e motivos enquanto são muito rápidas em perceber as falhas,
fracassos e maus motivos dos outros.  Na mesma proporção que falham em julgar rigorosamente
a si próprio têm uma facilidade de censurar os outros.
A segunda coisa é que existe graus de pecado, representados pelo "cisco" e a "trave", como no
caso em que Jesus censurou aos escribas e fariseus de "coar um mosquito e engolir um
camelo." [Mateus 23:24] 
Não que existe pecadinhos nos olhos de Deus,  pecado é pecado.  O contraste que Jesus estava
fazendo aqui é entre alguém que permite que um pecado prevaleça sobre ele e ainda se atreve
criticar alguém por um outro mal ou ofensa de menor conseqüência.
Cristo estava repreendendo os Fariseus e escribas que eram culpados de julgar da forma errada
e no espírito errado.  Eles falhavam em julgar a si próprio primeiro.  Não tinham condições de
corrigir a ninguém porque estavam cheios dos pecados de hipocrisia, orgulho espiritual e outras
traves de pecado.
Qual é a mensagem para nós aqui?  Qual a lição prática que podemos levar conosco agora?  Nós
somos uma família.  Temos que ajudar uns aos outros.  Mas para que tenhamos condições de
ajudar os nossos irmãos temos que nos livrar da trave de pecado em nossas vidas.  Temos que
ser rigorosos em julgar a nós mesmos.  Nós devemos desenvolver a atitude de ser mais exigente
conosco mesmo, de julgar a nós mesmos com mais vigor do que todos os outros.  Vamos ser
duros conosco mesmo e delicados com os outros.  Um conduz ao outro.  A dureza com a qual
julgamos a nós mesmos conduz a um tratamento delicado e manso para com os outros.  Já
imaginou aquele que reconhece sua pobreza espiritual, aquele que lamenta o pecado na sua
própria vida, aquele que tem fome e sede para a justiça, o misericordioso implacavelmente
julgando os outros?  Tire as traves de pecado na sua vida.  Você deve isso aos seus irmãos,
porque precisam da sua ajuda para tirar os ciscos nos olhos deles.
Não é sua responsabilidade julgar, pois não é juiz.  Mas é sua responsabilidade edificar pois é
membro de corpo. “E estaremos prontos para punir todo ato  de desobediência, uma vez estando completa a
obediência de vocês.  Vocês observam apenas a aparência das coisas. Se alguém está
convencido de que pertence a Cristo, deveria considerar novamente consigo mesmo que, assim
como ele, nós também pertencemos a Cristo.  Pois mesmo que eu tenha me orgulhado um pouco
mais da autoridade que o Senhor nos deu, não me envergonho disso, pois essa autoridade é para
edificá-los, e não para destruí-los.”  2 Coríntios 10:6-8
“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros,
conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.  Efésios 4:29
Apelo:
10 parte – Deus é pai e juiz.  É juiz de todos mas não é pai de todos.  Deus é pai de seus filhos.
João, apóstolo de Cristo disse: João 1:10-13
Somente os que receberam a Cristo como Senhor, somente os que crêem em seu nome são
filhos de Deus, e tem Deus como pai.  Todos os outros não tem nenhum pai no Céu, só um juiz.
Jesus disse (João 12:48)  “Há um juiz para quem me rejeita e não aceita as minhas palavras; a
própria palavra que proferi o condenará no último dia.” 
Jesus também disse (João 3:17,18)  “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar
o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.  Quem nele crê não é condenado, mas
quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.
20 parte – Deus deseja levantar muitas pessoas novas para ocuparem lugares de
responsabilidade nesta igreja.  E na medida que isto acontece o inimigo vai querer levantar alguns
de vocês para julgarem erradamente uns aos outros.  Por isso guarde esta palavra no seu
coração.

Sobre Julgar...

Quantas vezes você já se deparou com uma situação na qual você se achou no direito de julgar seu próximo? Ou quantas vezes você deu sua opinião sobre a vida alheia avaliando e muitas vezes depreciando a atitude das pessoas?
Muitas vezes proferimos comentários sem ter a consciência de estarmos julgando e sem termos noção do poder de nossas palavras, que na maior parte são injustas e desnecessárias.

Isaías 11:3-5 “E não julgará segundo a vista dos seus olhos...”
  "Não julgue, edifique"
“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.  Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.  Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?  Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?  Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.  (Mateus 7:1-5)
A minha experiência como irmão, com pastor, como conselheiro é que, na igreja os crentes que não estão na Palavra de Deus diariamente, que não tem as suas vidas governadas por princípios que poderiam ter colhido da Palavra,  fazem e praticam o que não devem, e deixam de fazer e praticar o que devem.
Tudo que Cristo pregou nestes três capítulos de Mateus (5, 6 e 7) é de suma importância para sua vida.  Jesus nestes três capítulos declarou o que tem que ser o caráter dos súditos do Reino de Deus. Se você planeja ir para o Céu, tem que acatar, compreender, valorizar, e praticar tudo que foi ensinado nestes capítulos.
Há poucos versículos citados mais freqüentemente do que versículo 1 de Mateus 7, e poucos menos compreendidos por aqueles prontos para citá-lo e aplicá-lo às pessoas que ignorantemente ou até maliciosamente acham que estão transgredindo este mandamento. 
Esta proibição de Cristo "Não julgue" não pode ser compreendido absolutamente ou seja sem qualificação. 
Temos que andar na luz de toda a Palavra e não somente este versículo para que façamos o que devemos e deixemos de fazer o que não devemos.  Para que julguemos como convém e não como não convém.
A palavra traduzida aqui "julgar" (krino) é uma palavra que é usada freqüentemente no Novo Testamento (98 vezes), e é usada numa grande variedade de sentidos: determinar, condenar, processar, questionar, estimar, selecionar, aprovar, considerar, avaliar. Nossa tarefa como um povo que examina a palavra de Deus, é discernir quais sentidos desta palavra Cristo proibiu.  É muito importante manter em mente o objetivo principal do Senhor, que era para mostrar que Ele exige no caráter e na conduta dos seus discípulos algo radicalmente diferente e muito superior a religião dos Judeus, a forma considerada mais alta sendo aquela possuída pelos escribas e Fariseus.  O X da questão foi tocado quando Cristo contou aos seus ouvintes, "Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus 1 e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus." (5:20)  Aquilo que Cristo falou antes desta declaração e tudo que falou depois até ao fim do seu discurso deve serinterpretado na luz dessa declaração.
Uma das características dos Fariseus era sua elevada auto estima  para com eles mesmos e o desprezo que praticavam contra  todos que não pertenciam a sua seita.  Isto é evidente nas palavras de Cristo em Lucas 18:9, onde diz  "Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam os outros: naquilo queimediatamente se segue temos um contraste entre o Fariseu e o publicano.  Os Fariseusacostumavam passar julgamento injusto nos outros, enquanto permaneciam cegos aos seuspróprios defeitos.  
O discípulo de Cristo deve comportar-se numa maneira exatamente contrária: incansavelmentejulgando a si mesmo e recusando invadir a responsabilidade de Deus para avaliar ou  julgar osoutros.
A capacidade de julgar, de formar uma opinião, e uma das nossas faculdades mais valiosos e ouso correto dela é um dos nossos deveres mais importantes.  A não ser que formemos opiniões e cheguemos a uma conclusão do que é bom  ou mal naqueles com que nos encontramos, podemos facilmente rejeitar o justo e desculpar o ímpio.  
Jesus disse "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores." (Mateus 7:15)  Como podemos cumprir esta ordem a não ser que nós medimos cuidadosamente cada pregador que ouvimos pela Palavra de Deus? 
Depois ele disse em João 7:24  “Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos”.  
"Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.”  [Efésios 5:11] 
Para obedecer a isto somos obrigados a julgar quais são as "obras das trevas". 
"Irmãos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo nós lhes ordenamos que se afastem de todo irmão que vive ociosamente e não conforme a  tradição que vocês receberam de nós.”  [2 Tessalonicenses 3:6]: isto nos obriga decidir quem vive ociosamente.  
“Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles."   [Romanos 16:17]: isto requer que determinemos quem é culpado de tais coisas.  Portanto é abundantemente claro que a proibição do Senhor em Mateus 7:1 de modo nenhum, deve ser compreendida absolutamente.
Há três tipos de julgamento que são lícitos e exigidos pela Palavra: dois de caráter público e um de caráter pessoal.

Continua...


“juiz” de hoje, será o julgado de amanhã!

Por que as Igrejas casam divorciados se é PECADO:


Se o casamento com divorciados é pecado, por que muitas igrejas o aceitam?

Esta pergunta excelente abrange vários assuntos de uma vez. Temos publicado diversos estudos sobre o divórcio e sobre questões de doutrina e prática de igrejas. Vamos fazer um pequeno resumo de alguns fatos importantes.
1. Cada igreja (congregação local) deve ser independente. As sete igrejas na mesma região da Ásia menor eram bem diferentes (Apocalipse 2 e 3). Jesus elogiou algumas e repreendeu outras, mas ele não autorizou nenhum tipo de governo centralizado para forçar uniformidade de fé e prática. A única base para a unidade é a própria palavra dele, que deve ser respeitada por todos (João 17:17-21).
2. Algumas pessoas e algumas igrejas inteiras se desviam da verdade e não ensinam nem praticam o que Jesus manda (Atos 20:28-30; 1 Timóteo 4:1; Tito 1:10-11; Gálatas 1:6; Apocalipse 2:5,14-16,20-23; 3:3,16-19).
3. As práticas comuns “nas igrejas” não servem como padrão. A palavra de Jesus é o padrão, e nós não devemos ir além dela (João 12:48-49; 1 Coríntios 4:6; 2 João 9).
4. Há diferenças de entendimento entre alunos da Bíblia que devem ser resolvidas por meio do estudo honesto e humilde (1 Coríntios 1:10). Infelizmente, as tradições e opiniões de homens, freqüentemente, ocultam a palavra de Deus (Mateus 15:3,6).
5. A tendência de alguns pastores e de algumas igrejas é de suavizar a palavra, oferecendo “liberdades” que Jesus não nos deu (2 Pedro 2:1-3). Tais falsos mestres serão julgados por Deus (Tiago 3:1).
6. Em geral, os divorciados não têm direito de casar de novo, pois Jesus diz que tais casamentos são adúlteros (Lucas 16:18; Marcos 10:9-12). Adúlteros não participam do reino de Deus (1 Coríntios 6:9-10).
7. O próprio Jesus deu uma exceção a essa regra geral (Mateus 5:32; 19:9). Quando uma pessoa divorcia por causa das relações sexuais ilícitas do seu parceiro, esta pessoa inocente não comete adultério quando se casa novamente.
8. A palavra de Jesus exige sacrifícios. Às vezes, os sacrifícios são doloridos e radicais (Mateus 5:29-30; Marcos 8:34-38; 10:21-22; veja o exemplo de Esdras 9 e 10). Muitas igrejas hoje esquecem desses princípios e colocam a “felicidade” nesta vida acima da vida eterna.
9. Igrejas que mantêm comunhão com pessoas que vivem abertamente na imoralidade desrespeitam a vontade de Cristo, valorizando a paz com homens acima da paz com Deus (1 Coríntios 5:9-13; 2 Tessalonicenses 3:6,14; Apocalipse 2:14,20; Tiago 3:17; Romanos 12:1-2).
10. Nenhum homem ou grupo de homens tem direito de alterar a palavra do Senhor, nem para aceitar o que ele proibiu, nem para proibir o que ele autorizou (Apocalipse 3:7). O julgamento final será individual (2 Coríntios 5:8-10). A palavra de pastores ou de concílios humanos não servirá de defesa para justificar os nossos pecados (Mateus 7:15-23; Hebreus 10:26-31).

É doloroso mas é a verdade: Sou divorciado e casei novamente e agora?


Divórcio e Arrependimento:

Podem adúlteros batizados manter suas esposas?
Há muitos que pensam que o batismo permite às pessoas permanecerem nos segundos casamentos ilegais. Mesmo Jesus tendo dito que o novo casamento de uma pessoa divorciada é adultério, eles concluem que o batismo dá permissão para o novo casamento continuar. Eles alegam que exigir dos divorciados e casados que se separem é negar a vontade de Deus de perdoar o adultério. Para justificar esta posição, passagens como 2 Coríntios 5:17 são usadas: "Assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."
O propósito deste artigo é apresentar a evidência bíblica, provando que o perdão dos pecados no batismo não autoriza a continuação de um casamento adúltero.

Quatro princípios bíblicos

Œ Relação de casamento com um segundo esposo é adultério. (Marcos 10:11-12).
"Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério contra aquela. E se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério"
Note: "quem". Divórcio e novo casamento é adultério para quem quer que seja. Só uma exceção é encontrada (Mateus 19:9). O adultério continua enquanto o primeiro companheiro viver.

"Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei, e não será considerada adúltera, se contrair novas núpcias"

 O arrependimento é necessário para o perdão.
O arrependimento é exigido de todos (Atos 17:30). O arrependimento é uma exigência para receber o batismo (Atos 2:38). Qualquer um que não se arrepender perecerá (Lucas 13:3, 5).

Ž O arrependimento exige que o pecador termine qualquer relacionamento sexual pecaminoso.
A raiz da idéia é a mudança. No Velho Testamento, os homens eram chamados a arrependerem-se e desviarem-se de todas as transgressões (Ezequiel 18:30). No Novo Testamento, o arrependimento tinha que produzir frutos e realizar certas obras dignas de arrependimento (Mateus 3:8; Atos 26:20). Aqueles que se arrependeram deixaram seus pecados (Atos 19:18-20). Aqueles que continuaram no pecado, por escolha, estavam se recusando a se arrependerem (Apocalipse 9:20-21). Paulo achou surpreendente que alguém pudesse imaginar que poderia continuar sendo injusto e, ainda assim, ir para o céu.

"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus"

Esta é uma passagem significativa. Esses adúlteros tinham sido lavados de seu pecado. Continuaram eles suas uniões adúlteras? Não! Paulo diz, "tais fostes alguns de vós." A ênfase se faz sobre o tempo: "vós fostes" Suma coisa do passado. Alguns desses tinham sido homossexuais. Outros, adúlteros. Mas, para serem perdoados, eles terminaram suas relações homossexuais e adúlteras. A questão não é se acreditamos que adultério ou homossexualidade pode ser perdoada, mas quais são as condições do perdão. Para ser perdoado de adultério ou homossexualidade tem que se arrepender e para se arrepender, tem que terminar a relação sexual pecaminosa.
Há exemplos bíblicos onde Deus exigiu de pessoas em casamentos pecaminosos que se separassem. Nos dias de Esdras, homens se arrependendo de casamentos pecaminosos mandaram embora suas esposas ilegais (Esdras 9-10). Nos dias de João, para Herodes se arrepender ele teria que deixar Herodias (Marcos 6:18). Hoje, qualquer um, arrependendo-se de um casamento pecaminoso, tem que terminar esse casamento. O que faz um casamento pecaminoso mudou desde os dias de Esdras; mas o que tem que ser feito quando se está num casamento pecaminoso não mudou. A exigência de Deus para o arrependimento não foi facilitada (Atos 17:30-31).

 Uma pessoa perdoada não tem direito a continuar no pecado.
"Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum"
O perdão lava os pecados passados mas não dá licença para pecar no futuro.
Veja 1 João 3.

Portanto, um casamento adúltero tem que ser terminado para ser perdoado e não pode continuar depois do perdão.

Objeção considerada

Há quem pense que um segundo casamento ilegal não é mais adultério depois que se é batizado. Eles raciocinam que, quando se é batizado, todos os relacionamentos passados e obrigações são dissolvidos. Num sentido, pensa-se que o batismo lava todas as recordações do casamento anterior e do divórcio. Portanto, sendo-se casado com um segundo par seria, depois do batismo, contado como primeiro casamento.
Contudo, o perdão não muda o pecado. Se um ato é pecaminoso antes do batismo, continua pecaminoso após o batismo. Se tomar algo que não nos pertence é roubo, antes do batismo, o mesmo ato é roubo depois do batismo. Se deitar-se com um homem é homossexualismo. antes do batismo, continua sendo homossexualismo depois do batismo. Se o sexo com uma segunda esposa é adultério antes do batismo, é adultério depois do batismo. O batismo não muda a definição de pecado.
Certamente, quem é batizado corretamente é perdoado por seus pecados, mas é ele libertado de compromissos anteriores? Considere esta comparação: um homem gera um filho, depois o abandona. Então, quando ele se torna um cristão, recebendo o perdão pelo pecado do abandono do filho, também se desmancha o relacionamento do pai com o filho? Deixa ele de ter o laço de obrigação para com seu filho? Pode ele dizer "Eu não tenho que sustentar este filho no futuro porque eu fui perdoado do pecado de abandoná-lo no passado?" Agora, e se um homem é ligado por Deus a uma esposa? Então, ele a deixa e casa com a outra. Quando ele é perdoado, seu laço de obrigação para com sua esposa é desfeito? (Romanos 7). Antes dele ser perdoado ele estava ligado à primeira esposa e ter relação sexual com a segunda era errado. Depois do perdão ele ainda está ligado à primeira mulher e as relações com a segunda são erradas. Não devemos confundir perdão das ações pecaminosas do passado com a dissolução dos relacionamentos e o fim das obrigações.
O perdão no batismo não dissolve o laço de casamento daqueles que vivem juntos. Eis porque tais pessoas não precisam renovar seus votos para continuarem esposo e esposa depois do batismo. Do mesmo modo, o perdão no batismo não desfaz o laço de casamento entre aqueles que vivem separados (Romanos 7:1-3). Eis porque tais pessoas ligadas e separadas estão cometendo adultério quando vivem em um segundo casamento, tanto antes quanto depois do batismo.

Conclusão

Há um par de outros problemas com o ponto de vista segundo o qual o batismo santifica os casamentos adúlteros. Primeiro, e se um esposo é batizado e o outro não? Está agora um esposo vivendo em adultério, enquanto o outro esposo tem um casamento aprovado por Deus? Segundo, porque o perdão pelo sangue de Cristo não produz o mesmo efeito para o cristão que ora como para o não cristão que é batizado? Se o perdão santifica os casamentos adúlteros e torna a separação desnecessária, porque não faria o mesmo para qualquer indivíduo perdoado, sem levar em conta se seu pecado inicial foi cometido antes ou depois do batismo?
Jesus disse que divórcio e novo casamento é adultério (Marcos 10). Jesus fez do arrependimento uma condição para o perdão (Lucas 13:3,5). As escrituras unanimemente ensinam que aqueles que cometem adultério não irão para o céu (1 Coríntios 6:9-10). Eu não tenho o direito de mudar a Palavra de Cristo.
(Romanos 6:1-2).
(1 Coríntios 6:9-11).
(Romanos 7:2-3).